13.4.10

Ainda estou a flutuar.

Ou em estado de choque. Vêm-me à cabeca momentos da festa, tenho a música nos ouvidos, rio-me sózinha. A equipa de DJs vestida de calcas pretas, suspensórios, camisa branca e laço brilhante ao pescoço. A decoraçao perfeita. Uma boneca manequim com luzes às cores a fazer de bikini, projecçao de um filme a preto e branco. Ainda antes do concerto, o Steffen prendeu a camisa no fecho das calças e estivémos a tentar soltá-lo. Parecia um noivo. Fechámos a porta da sala do concerto para trocarmos de roupa. As pessoas lá fora no corredor a quererem entrar. Lanternas apontadas pelo público fazem lantejolas brilhar imenso. Do palco, o público é uma massa mais ou menos homogénea de caras irreconhecíveis. Nao me sentia nervosa, fui pelo concerto fora como em transe. Nao via ninguém no público, trocava olhares com as band-girls. A euforia é um estado de nervos. A Alessa a fazer de esfera de discoteca, no centro do palco a rodar devagarinho. Muito calma, muito soberana. Já mais para a frente na festa, os DJs despiram as camisas e ficaram em camisola interior de alças com uns roupoes um bocado porno e um bocado hip-hop por cima. Eu dançava com o Christian atrás do balcao. Saíam cervejas a toda a hora. Eu concentrada quando precisava de fazer trocos. Muitos dos meus amigos nunca tinham ído à Oetinger Villa. Mistura de mundos. Eu a sugerir aos que se vao casar que podem fazer a festa ali. Se pudesse, vivia a festa toda outra vez, mas em câmara lenta. Ou antes nao, antes fique a festa a viver dentro da minha cabeca! Uma memória é sempre um retrato fiel de como vivemos um momento.

2 comentários:

lira disse...

Brutal, Leo! Parece ter sido meio alucinogénico sem ser preciso tomar nada. Muito bom. E que tal a prestação da banda? O que eu não dava para te ouvir...

Christian disse...

Um video da banda existe!