16.7.08

Primeiras impressoes

12 horas de voo, um jantar, um pequeno almoco e uma noite nao tao mal dormida quanto isso depois:

sobrevoamos Phuket antes de aterrar. A cor do mar e impressionante e os rios, carregadinhos de materia organica, desaguam castanhos escuros.

O aeroporto de Singapura e todo alcatifado e tem internet a borla. E viva o luxo, no Luxemburgo da Asia.

15.7.08

De saida

com a mochila as costas =D
Tenham um bom Verao!

14.7.08

A ternura dos 30

nao adianta

deitar contas à vida....

la rai la rai laaa...


10.7.08

Vida de laboratório

ali no laboratório, uma cena carinhosa:

o meu colega, que só por si é um tipo que merecia um post só para ele (prometido), tem uma visita: uma colega que vem da Suiça francesa para aprender com ele uma técnica. O meu colega adora conversa - quando comecei a trabalhar com ele, passados 6 meses de Alemanha e com um nível de alemao muito reduzido, cedo percebi que 70% do que diz nao é essencial. Já há uns dias que andava a falar desta visita, ansioso de ter de falar inglês. Agora, ali estao os dois, ela com uma fortíssima pronúncia francesa e ele com uma fortíssima pronúncia alema. Os dois a falar inglês:
Ela: "It was Orribôôlaaa"
Ele: "Vui, zi zjermans..."

4.7.08

Filmes

que me apetece guardar para ver quando o próximo Inverno atacar o humor:


"Happy go lucky", um filme inglês.


o último da Pixar.

A formiga colecciona graos, eu colecciono preciosas injeccoes de boa disposicao.

3.7.08

Heinerfest

Gosto de feiras.
Confusao de povo, cheiros e luzes. Fatiota de domingo, copo na mao, salsichas grelhadas. Carrosséis e farturas. Pacotes de 10 meias a quem-dá-mais. Microfones na mao a chamar o povo à banha da cobra.
Terao os comportamentos sociais mudado assim tanto desde a Idade Média?

Fantasia no laboratório - 2° episódio

A máquina, antes brilhante e altiva, está incontinente. Parece que devia andar a conter-se há umas boas semanas, orgulhosa, e hoje, em frente do técnico - que vergonha - nao se conteve.
Foi o descalabro. Ping, ping, ploc, splash.

Vai passar a noite com as entranhas à mostra a ver se seca. E a ouvir ihihihihihihs pela noite dentro, comentários desdenhosos "olha só para ti", o prazer do leitor de ELISA e outras maquinetas mais velhas e mais feias com a desgraca da máquina nova e rica.

Tanto melhor. Vai deixar de ser toleirona.

2.7.08

Sirene

Vem-me à cabeca cenários apocalípticos.

Ouvir sirenes a tocar é aflitivo, mesmo quando sabemos que é só um teste.

27.6.08

Na casa couscous

comeu-se fajitas.

  • Comprou-se tortillas de milho, que trazem uma embalagem de mistura de especiarias e uma embalagem de molho de tomate e pimento.
  • Deixou-se durante umas boas horas frango cortado às tiras a abobrar numa tijela com sal, alho e vinho branco.
  • Numa frigideira deitou-se cebola e azeite. Quando a cebola refogou, deitou-se o frango e, depois de deixar cozinhar um bocado, a mistura de especiarias.
  • Noutra frigideira salteou-se cebola e pimentos às tiras.
  • Além disto, aqueceu-se uma lata de feijoes encarnados, preparou-se uma salada de tomate aos cubos e cebola bem picadinha e uma salada de alface.












Depois cada um pegou numa tortilha, pôs dentro o que quis, juntou ou nao o molho de tomate e pimento, e enrolou como um crepe.

O vinho foi Ervideira Lusitano Rosé.

As fotografias sao da net, porque com a fome dá-nos pouca vontade de as tirar.
e, a pedido de várias famílias de leitores assíduos, deixo o jarro de vinho que, já agora, é tinto de Ourém.

Banner

quando o mudar há-se ser para pôr fotos da Asia.

Prometido.

Viagens

Nestes últimos tempos tenho andado a passear por blogs de viagens que dao dicas mais ou menos pormenorizadas sobre como planear uma viagem de mochila às costas. Se tiverem interesse, vale a pena ler a packing list deste senhor, engenheiro até à ponta dos cabelos e com ar engracado (no site está uma foto). Entre outros conselhos do mais minucioso, explica como fazer uma garrafa de água a partir de um preservativo e de uma meia: o preservativo dentro da meia que lhe dá resistência e forma. Imagino que na altura o sabor a plástico seja secundário...

Antecipacao

A fotografia do André fez-me sonhar. Com a ilha da Armona. Com férias. Tempos calmos, em que nos pomos disponíveis e em sintonia com o tempo, com os outros e connosco. Leituras ao fim da tarde, vento nos cabelos, sal na pele. Paisagens, descoberta, deslumbramento, contemplacao.

Ilha da Armona, foto do Bartolomeu

Tudo o que é bom faz-se desejar. Quero que as férias venham depressa, mas nao depressa demais. Porque partir dá-me prazer mas a expectativa também. Esta é uma razao pela qual nao gosto de surpresas; quem me faz uma surpresa tira-me uma parte do prazer de uma coisa boa: o da antecipacao.

24.6.08

Contagem decrescente

A Lenda do Drocodilo:
Um dia, um rapaz encontrou um jovem crocodilo a tentar atravessar a lagoa para entrar no mar. Estava muito fraco. O rapaz teve pena dele e levou-o nos seus braços até ao mar.
O crocodilo ficou-lhe muito grato e prometeu que se lembraria para sempre da sua bondade. Disse ao rapaz que se alguma vez quisesse viajar que deveria chegar-se à beira do mar e chamar por ele, que o ajudaria.
Algum tempo depois, o rapaz lembrou-se da promessa do crocodilo. Foi à beira do mar e chamou o crocodilo três vezes. O crocodilo disse ao rapaz que se sentasse nas suas costas e durante anos viajaram.
Embora o crocodilo e o rapaz fossem amigos, o crocodilo continuava a ser um crocodilo e sentiu uma vontade irresistível de comer o rapaz. Mas isto incomodava-o e decidiu pedir conselhos a outros animais. Perguntou à baleia, ao tigre, ao búfalo e a muitos outros animais, todos lhe disseram “O rapaz foi bom para ti, não o podes comer.” Acabou por ir visitar o macaco sábio. Depois de ouvir a história, o macaco praguejou e desapareceu.
O crocodilo sentiu-se envergonhado e decidiu não comer o rapaz. Em vez disso levou o rapaz nas suas costas, e juntos viajaram até o crocodilo ser velho. O crocodilo sentiu que nunca poderia retribuir a bondade do rapaz e disse-lhe, “Em breve morrerei e formarei uma terra para ti e para todos os teus descendentes”.
O crocodilo transformou-se na ilha de Timor que ainda hoje tem a forma de um crocodilo. O rapaz teve muitos descendentes que herdaram as suas qualidades de bondade, amizade e sentido de justiça. Hoje, o povo de Timor chama “Avô” ao crocodilo, e quando atravessam um rio gritam sempre, “Crocodilo, sou teu neto – não me comas!”

in Turismo de Timor Leste

18.6.08

Verdade!

"Duma vez um morto chegou ao Céu.
Aborrecido pediu a S. Pedro para ir ao Inferno.
Chegou lá viu tudo de bom e muito divertimento.
Regressou e disse a S. Pedro que vinha buscar as coisas.
S. Pedro avisou-o que tivesse cuidado por não era o que pensava.
O morto regressou ao Inferno com a Bagagem toda.
O Diabo abriu a Porta e lá estava a fogueira para o queimar.
O Morto fica surpreso e diz, mas ontem não era assim.
Diz o Diabo: Turismo é uma coisa, imigração é outra. "

(comentário ao artigo do Miguel Sousa Tavares sobre os dirigentes no Brasil, no Expresso)

Amy Winehouse

"There's only one [singer I like], that girl Amy. Mind you, that girl isn't going to be around long unless she sorts herself out pretty quick. Amy's got to get smart. I'm not a preacher. But I've been there and you have to pass it on." disse o Keith Richards.
Nao entro na hipocrisia e intolerância dos chocadinhos com as drogas da Amy Winehouse.
Só espero que ela siga o conselho do Keith Richards.
Porque gosto muito que a Amy Winehouse exista.

10.6.08

Warum man für Portugal sein muss

o seguinte email-corrente anda a circular entre mulherio aqui do sítio.


"Porque somos por Portugal:

Blogs

O tempo de viajar está de cara lavada e fez-me descobrir um vídeo muito giro de promocao do turismo sustentável. Vale a pena ver aqui.

Ainda sobre viagens, descobri o site do Genuíno Madruga, antigo mestre pescador acoriano que está a fazer a volta ao Mundo em veleiro solitário. Também vale a pena dar uma olhada.

9.6.08

Paquito Chocolatero

Quem já esteve nas festas de Barrancos, conhece o mítico Paquito Chocolatero e percebe a razao de ser da musica espanhola no festival da cancao. Barrancos é fiesta, cultura espanhola, tinto verano e dancarinas em bikini a acompanhar um cantor pimba, tudo vestido em roxo e dourado e com meias daquelas aos buracos. Nao é que em Portugal nao haja dancarinas em bikini, que há: eu vi-as na Sabacheira na passagem de ano, por exemplo. Mas por razoes que também sao culturais, a mesma receita (cantor pimba + dancarinas em bikini) nao funciona em Portugal: ninguém está disposto a seguir as coreografias das meninas em bikini e o próprio cantor se sente embaracado por estar ali no palco a cantar. Isto resulta numa sala cheia de gente sentada, excepto as criancas, alguns pais que as acompanham e alguns maiores de 70 que já nao se sentem com tempo para perder com vergonhas. Os que estao sentados observam qualquer pessoa que se aventure na pista de danca. Isto confunde a russa Galina: "mas se ninguém danca porque poem musica e se obrigam a estar a olhar para os que dancam?".

Tudo isto me ocorre porque este fim-de-semana dancei o Paquito Chocolatero e isso era a última coisa que esperava que me acontecesse na Alemanha.

6.6.08

Nozes

Ja experimentei. Funcionam bem.
Encomendas?

2.6.08

No tempo delas

pergunto-me se os doentes no hospital privado oferecem cerejas tao boas como os do hospital público.

Qualquer dia

mudo de "banner".

31.5.08

Nozes de lavagem

ja mas tinham recomendado e hoje encontrei-as aqui no meu supermercado.

Sao mesmo isso: nozes de lavagem. Vem da India e contém 12-13% de saponina. Sao hipoalergénicas, ecologicas e baratas. Metem-se dentro de um saquinho de algodao e dentro da maquina com a roupa. Nao tem perfume, mas li que se pode deitar umas gotas de oleos essencias se se quiser perfumar a roupa. As nozes tambem servem para a loica e limpeza da casa, por exemplo.

Para ja, o facto de um pacote de 250 g custar 5 euros e prometer 40 lavagens convenceu-me logo, habituada a carregar com as embalagens de detergente as costas.

Imagino que em Portugal se vendam nas lojas de comércio justo.

Mais informacoes sobre as ditas nozes aqui.

30.5.08

Confissao

Vi o festival da cancao, que já nao via pelo menos desde os belos anos do
- peguei trinquei meti-te na cesta ris e das-me a volta a cabecaua
- a noite na cidade até ser dia
(e mais nao me lembro).

Confirmei que é enjoativo e completamente ilógico quem ganha e quem perde.

Cada país entra em linha para dizer as votacoes com a frase "Helloxxxx, here xxxx calling".´A menina que falou por Lisboa tinha um atraso.

Os franceses tinham a cancao mais gira.

A ucraniana era mesmo boazona.

Já nem me lembro quem ganhou.

Nao quero repetir a experiencia.

Quiz fever

Este é para o Francois
Marvel superhero personality test

29.5.08

diz que eu

Existentialism

90%

Utilitarianism

70%

Kantianism

50%

Justice (Fairness)

40%

Hedonism

25%

Strong Egoism

15%

Apathy

10%

Nihilism

5%

Divine Command

5%
Hum.

Which philosophy do you follow?

26.5.08

Nus

Isto do naturalismo é assim:
so quem nunca esteve horas em Sao Martinho à espera que o fato-de-banho secasse, ja tendo vestido as roupas todas por cima do fato-de-banho molhado, que entretanto se empaparam com areia, é que nao percebe as virtudes de tomar banho nu!

Para os alemaes, a peca de roupa principal é o roupao. E por baixo dele, o melhor é mesmo nada.

E agora tinha aqui uma foto para ilustrar; mas noblesse oblige...

25.5.08

Baltico

Wismar é uma cidade costeira no Baltico, na ex-Alemanha de Leste. Tem o charme dos sitios que ja passaram os seus dias de gloria e os armazens vazios tipicos da Alemanha de Leste.
Na Ilha Poel ficamos numa casinha com vista para o pequeno porto de Timmendorf-strand e para o seu farol e a dois passos da praia. Mesmo tendo que vestir todas as camisolas para poder jantar o peixe fresco que compramos na varanda: UM LUXO.
Os passeios de bicicleta, as paisagens intocadas, os barcos a sairem do porto de manha e a icarem as velas ao largo, o cheiro a dunas: TUDO UM LUXO.

21.5.08

Mar Baltico

7 horas de comboio até Wismar, autocarro até à ilha Poel, os ultimos 4 km a pedalar com as mochilas às costas.
Baltico é um bonito nome para um mar.

15.5.08

O céu cai-nos na cabeca

Aqui muito para dentro do continente, há um fenómeno meteorológico no Verao que consta do seguinte:
- uma semana de calor cada vez mais abafado
- um dia de trovoada e chuva torrencial
- depois da chuva, volta a ficar mais fresco e o ciclo recomeca.

Há uma semana que temos calor. Agora está um céu carregadíssimo, já vi uns relâmpagos e comecou a chover, uma chuva grossa e morna.

Faz-me lembrar em Monchite quando havia estas trovoadas e o Avô Joao contava os segundos entre o relâmpago e o trovao para calcular a distância da trovoada. Depois, desligávamos os aparelhos eléctricos das tomadas e íamos todos para a varanda assitir ao espectáculo.

Gosto deste tempo.

14.5.08

Vontade de ver "E Tudo o Vento Levou"

- There's nothing to keep us here.
- Nothing... nothing, except honor.

Så som i himmelen

Dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos. A estória de um grande músico que, por causa de problemas de coracao, se vê obrigado a interromper carreira e volta para a aldeia onde passou a infância. Nao quero contar mais nada, mas fez-me imenso lembrar outro filme: Chocolate.

6.5.08

FKK*

A filha da senhoria apareceu aqui com um grupo de amigas e parece que vão fazer uma sessão fotográfica no jardim. O François diz que por acaso estava a passar na janela da cozinha e viu a filha da senhoria de mama ao léu. Antes que ele ganhe algum torcicolo, vou ali descer o estore.

* Frei Körper Kultur, literalmente Cultura do Corpo Livre; Naturismo, em português.

Amanha

também ponho a minha toilette nr.1 e meto-me no comboio às 5 da manha para ir picar o ponto ao meu Profe em Bona.

5.5.08

Europa

Depois da Segunda Guerra Mundial, as fronteiras da Polónia mudaram drásticamente: perdeu uma grande parte do leste, que foi anexada à Rússia, expandindo-se para oeste por anexacao de território alemao. Este território ganho à Alemanha foi ocupado por polacos vindos dos territórios perdidos a leste.

Os avós da Anna eram alemaes e viviam numa das zonas anexadas pela Polónia depois da guerra. Quando a guerra acabou o avô e a avó reencontraram-se em casa e descobriram que nada era como dantes: os bens dos alemaes tinham sido expropriados em favor dos polacos; era proibido falar alemao na rua. Ao contrário de muitos, nao fugiram para territórios alemaes: a guerra já os tinha maltratado demasiado para terem ainda coragem para mais uma mudanca. Aprenderam a ser estrangeiros em casa.

Os pais da Anna partilham esta mesma estória de família. Em casa da Anna nunca se falou polaco. Vieram para a Alemanha em plena Guerra Fria, mas a avó decidiu ficar na Polónia. Depois de os avós e os pais terem sido estrangeiros na Polónia, por serem alemaes, a Anna é agora estrangeira na Alemanha, por ser polaca. Este sentimento de nao-pertenca com origem na opressao política nao se apaga facilmente, é um vírus que se instala nas pessoas, lhes modela o carácter e se transmite às geracoes seguintes.

Uma mao à frente e outra atrás,

dois braços para trabalhar
e muita vontade de uma vida melhor.
Assim emigraram muitos portugueses por esse mundo fora.

(a dica foi do Morte)

29.4.08

Análise ano 1

Ao fim de 1 ano faco a seguinte análise:

1. O meu doutoramento faz-se praticamente no mês antes das visitas ao orientador.
2. Eu vou visitar o meu orientador duas vezes por ano.
3. O doutoramento dura três anos.

Conclusoes:
- O meu doutoramento faz-se em (3anos*2visitas) seis meses.
- Os restantes (12meses*3anos-6meses) 30 meses sao precisos para se descansar do ritmo frenético dos seis meses em que se trabalha.

delícia:

bananas da Madeira. Meio cacho por dia.

25.4.08

A nossa Revolucao

"Uma Gaivota voava, voava,
asas de vento,
coracao de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar."
escrevi eu uma vez na capa do livro "Portugais sans peine" do Francois.

Sempre que falo na Cultura e na História portuguesa com estrangeiros eriçam-se-me os pêlos, dá-me saudade. O 25 de Abril é um dos temas recorrentes. É raro encontrar pessoas que tenham mais que uma leve ideia e essa vem normalmente ligada ao Franquismo. Nao me canso de contar a revolucao que só foi militar até o "povo sair à rua" e que terminou uma explosao de euforia e liberdade que só as pessoas que viveram esse dia ou acontecimentos de escala e significado similar (como a queda do muro de Berlim) talvez sejam capazes de compreender.

18.4.08

Kiki de Montparnasse

é o nome artístico de Alice Prin (1901 - 1953), nascida numa pequena vila de província e criada pela avó. Em Paris, foi modelo de alguns dos pintores mais importantes da cena parisience no começo do século XX, cantora de cabaret, actriz e pintora. É simbolo da creatividade boémia, da audácia, do optimismo desprendido e euforia de viver dos anos 20. Dela disseram os seus biógrafos ter sido "a primeira mulher verdadeiramente independente do século".

Geração no-jobs-for-life

O François saiu de casa hoje de manhã com a sua toilette n°.1 para ir a uma feira de emprego franco-alemã em Frankfurt. Isto faz-me lembrar aquelas series yuppie americanas "Honey, wish me luck! Today is my day". Lá foi com o fato azul escuro no qual investiu o dinheiro do prémio científico e uma camisa às riscas azul forte e branco. Não põe gravata, diz que lhe dá um ar mais descontraído, mais ele-mesmo. Eu não o vi nestes preparos, infelizmente, porque ja tinha saído antes. Ao que parece, a senhoria até foi chamar o namorado do sobretudo de lã e do lenço de seda para ver!

Hoje conheci a estudante que vem do Técnico fazer um doutoramento na Merck durante os pr
óximos 3 anos. E contava-me ela: "A minha irmã vive em Colónia e agora venho eu. A minha mãe, apesar de ficar mais sozinha, esta toda contente e diz 'Minhas filhas, voces vão finalmente tirar o pé da lama'".

16.4.08

Caramel

Ontem fui ao cinema ver este filme libanês. Estórias de mulheres e para mulheres, poderia ser um Almodóvar, faltando-lhe para isso o drama. Fez-me muito lembrar o Embroideries.

14.4.08

Depois do casamento

Um filme dinamarquês sobre a família e decisoes dificeis que se tomam por ela. A profundidade das personagens e a carga emocional e psicologica é grande e chega a ser psicótico, quando algumas accoes sao dificeis de compreender. Talvez seja a psique dinamarquesa.

mayday cabelo

Quando se acorda num sábado de manha depois de duas semanas cinzentonas e o sol entra pelo quarto adentro, é como uma injeccao de adrenalina e, num repente, temos coragem para a vida outra vez. E o que faz uma mulher quando lhe dao assim estes acessos repentinos de coragem? Óbvio: corta o cabelo (é só mais uma destas generalidades fáceis típicas dos blogs). O perigo é um destes acessos se dar nas proximidades de um cabeleireiro mau. Foi o que me aconteceu sábado passado, quando decidi entrar no cabeleireiro em frente de casa (nao consegui ir mais longe). Quando pedi para me cortarem uma franja juntaram-se as 3 cabeleireiras do salao a minha volta, e faz assim e faz assado, madeixa para aqui madeixa para ali, e fazes um triangulo e cortas por partes, e arredondas nos lados... E eu já só me apetecia fugir dali.
Alguém que me marque hora no Facto para dia 12 de Junho, por favor.

No fundo da memória

"Nao há sábado sem sol, domingo sem missa, nem segunda feira sem preguica" ensinou-me a professora Ilda Reis há quase 20 anos. Às vezes lembro-me destas coisas que se aprende na escola primária e que nunca mais se esquece. Outra: carro dos pais da minha amiga Rute tinha matrícula QQ-00-22.

10.4.08

3 de Abril

Havia queijos alemaes e suiços do François. Havia chouriço de Barrancos do Duarte. Havia salada de grao da Silvia. Havia rissóis do restaurante portugues. Havia salada de couscous a acompanhar. Havia pastel de nata com velas. E havia vinho do Duarte e outros que cada um foi trazendo. Até os senhorios subiram a beber um copo (felizmente nao ficaram tempo suficiente para ver tanta gente). Foi muito divertido e acabou invariavelmente com o Francois a cantar Queen "Don't stop me now, I'm having such a good time!"

episódio

Uma calle em Madrid, um café de esquina com três mesas no passeio. Numa mesa ao lado, um casal jovem, cada um na sua onda. Ela arranjada para aquele sábado de manha com sol. Ele t-shirt justa a mostrar os músculos, barba por fazer, nervoso daqueles que quando estao sentados nao conseguem parar de tremer a perna. Duas miudas. A Paula, uma verdadeira espanholita , veio logo ter comigo: "Como te llamas? Yo me llamo Paula, tengo 3 anos e voy a la creche." Só salero. Numa cadeira de rodas um avô que mesmo de fato de treino, guardava o ar digno de outros tempos. Nao falava, ou só com monosílabos. Mas percebia tudo. Exasperava-se quando lhe pediam demais: "quieres beber algo? comer algo? beber algo? comer algo? algo?" e o pobre senhor com a boca ao lado nao queria mais atencoes. Queria só estar ali, gozar o sol, que as miudas trepassem por ele acima. Ah, e ver as fotografias que lhe iam passando à frente dos olhos e para as quais fazia esbocos de uns sorrisos. Percebeu que eu os fixava. Tenho um problema, é que fixo demais as pessoas quando me chamam a atencao. Mas nao queria perder pitada daquele filme de Almodovar.

Quem in the house é que está quase pronto com o doutoramento? Quem?

Francois! Francois! Francois!

I don't hear you...

Francois! Francois! Francois!

(hoje, na volta da cantina)

O Francois vai entregar hoje o doutoramento ao profe e depois ainda vai estar mais de férias do que agora, se é que isso é possível. O mês de Maio vai andar a passear: Alemanha, Franca e diz que até pode ser que apanhe a Ryanair e vá passar uns dias ao Porto!