18.12.07
Insólito
16.12.07
E digo-vos
15.12.07
13.12.07
O que para aí vai...
Nao embarco nas discussoes hippies anti-globalizacao. (Nem poderia, eu que a vivo.) Acho que (1) a globalizacao um facto assumido, virar-lhe as costas é como enfiar a cabeca na areia. E (2) como em muitas outras coisas, acredito que seja possível aproveitar o lado positivo aceitando algum lado negativo que daí venha (a isto se chama fazer compromissos). Tudo bem que, geralmente falando, a mudanca deve trazer um balanco positivo. Mas querer que a mudanca nao implique compromisso é naïf. E rejeitar a mudanca a todo o custo é, mais uma vez, enfiar a cabeca na areia.
E sou pró-Europa. O problema, que nao me apetece discutir, é a incompetência dos habitantes daquele nosso Olimpo Europeu, que leva à sua total descredibilizacao. Nao acredito que, na Europa, a globalizacao, neste caso de motor (também) político, leve necessariamente à uniformizacao. Para isso, o motor capitalista é mais efectivo que o motor político. O que sinto, isso sim, é que este motor político leva, na sua face positiva, ao encontro dos povos da Europa. E que, quando nos encontramos, chegamos à conclusao que temos semelhancas e diferencas. E que, como seria de esperar, dada a história que partilhamos, temos mais semelhancas do que diferencas. As diferencas resumem-se às línguas e algum folclore. Mais importante que isso, os sonhos, as maneiras de ver o mundo e os valores de pessoas da minha geracao de vários países europeus coincidem. Acredito, isso sim, que a globalizacao reaviva singularidades culturais, bons nacionalismos e que trás com ela uma curiosidade muito saudável do europeu pela sua própria cultura e pelas culturas vizinhas.
Ao almoco, dois portugueses, um francês, um turco e um georgiano discutíamos isto mesmo. Em Franca nao há cá cantigas. Venha quem vier, que o foie-gras e outras iguarias de obtencao ou confeccao mais ou menos discutível nao hao-de faltar na mesa. E o francês dizia-nos que para isso o estado francês paga à UE uma taxa (perdoem-me a ignorância, mas como se chamará essa taxa? Será Taxa de Prevaricacao). Ora que curioso… As leis fazem-nas eles e os alemaes, mas nem uns nem outros as aplicam. Nao… isso é para o tótó do portugues que diz sim senhor a tudo (maldita ditadura de já lá vao 30 anos!) porque, entre outras coisas, nao tem dinheiro para pagar a tal taxa.
Porque as novas medidas de higiene e seguranca alimentar da ASAE sao inaceitáveis para qualquer país, assinemos todos a peticao online. É o mínimo que podemos fazer!
Palavras
chiqueiro. Que chiqueiro vem a ser este!?
bordel. Equivalente francês a chiqueiro. Daí lá em casa a versao What is this bordel?
6.12.07
Advento em Arheilgen
5.12.07
Dyospiros kaki
- os diospiros sao originários da China (gostava de saber se se cultivam noutros países da Europa ou se é só em Portugal...)
- há centenas (ou milhares) de tipos de diospiros que se dividem em dois grandes grupos: taninosos e nao-taninosos
- diospiros taninosos sao os que conheco de Portugal: cor vermelha, sabor adstringente (devido aos taninos) e polpa muito mole

- diospiros nao-taninosos sao os que se vendem aqui no supermercado, com o nome de kaki: cor amarela, muito doces e muito menos adstringentes e polpa firme
Just for you, Zeynep
I wanted to tell you about my friend Zeynep. I could just write Z., but the name is beautiful and it deserves to take part in the story. Zeynep is Turkish; she arrived in Darmstadt a couple of months after me. We met in a Praktikantentreff on the top of the Hundertwasser building. Back then, I had to ask her to write her name down, so that I could get it. Since that summer day 2 years ago we are friends and, here in Darmstadt, Zeynep is the first friend I had. This gives her the special status of old friends that, it seems, were always there. She already saw my future in a cup of Turkish coffee and when I show up at the end of the day at her place, I hardly go out without having a cup of tea, or bringing some cake or chocolate home. Turkish hospitality. Mediterranean culture.At the end of the internship she did at Merck, Zeynep did not want to go back home in Turkey. We did not talk a lot about why she took this decision; I guess she imagined herself suffocating in Turkey. Having finished her chemistry degree with the internship at Merck, Zeynep lost also the student status and her residence permit. From what I learned until now about visas:
- Being a student, you can get a residence permit, which gives you the right to study and do curricular internships. Voluntary internships are not allowed and neither is working
- To work, you need a work permit. As non-EU citizen, this is the first question you are asked from the employer when you apply for a job. Question: how can you get a work permit??? Answer: you just have to show the German immigration services a work contract. Yes, the same one you cannot get without a work permit!
- There is only one way (as far as I know) to break this cycle: finding an employer that loves you so much he is ready to hire you without a work permit. As you can imagine, these people are very rare. Why would you hire someone without a work permit when you have still 10 people queuing to have the job?
Zeynep soon understood it would be very hard to find the prince charming employer. Being Turkish and hardly speaking German (at the time) would not be of great help. She picked the first choice: student visa. For almost a year, Zeynep did a German intensive course in the Goethe Institute in Frankfurt. After that, she decided to take an MBA (she always found marketing or management more interesting than chemistry. But, one again, it would not be easy: for the academic MBA, her chemistry degree was not enough to fulfil the pre-requisites; for the executive one she is too young and does not have the required 3 years of professional experience. Besides, to engage an executive MBA, you need to have a job. Anyway, none of this hinder her! She gets a well-paid job as student worker at Merck, with which she gets the work permit. This job is enough to engage the MBA and somehow she also overcomes the problem of the 3 years professional experience. She started the MBA this year, which means having classes in the evening after work and on Saturdays. She finds also time to give private lessons of English, Maths and Chemistry. At work, she was offered a new contract for the end of the MBA.
Zeynep could not be happier when she feels that bit-by-bit she finds her place where she chose to live but where things were never easy. I admire Zeynep a lot; she never gave up in face of a closed door and, many times, opened new ways where there was not even a door.
Zeynep doesn't speak portuguese yet.
Zeynep
Queria contar-vos da minha amiga Zeynep. Poderia ficar-me por Z., mas acho que o nome e bonito e merece entrar na estória. A Zeynep é turca e chegou a Darmstadt só uns meses depois de mim. Conhecemo-nos num Praktikantentreff no topo do prédio do Hundertwasser em Darmstadt, onde lhe tive que pedir para escrever o seu nome num papel para que eu percebesse. Desde esse dia no Verao de há 2 anos que somos amigas e aqui em Darmstadt a Zeynep é a minha amiga mais antiga, o que lhe dá aquele estatuto especial dos amigos antigos que parece que existiram sempre. A Zeynep já me leu o futuro no café turco. Quando apareco em casa dela ao fim do dia sem avisar, nunca consigo sair sem antes pelo menos beber chá. A maior parte das vezes também nao me escapo às fatias de bolo ou chocolates que ela insiste que eu leve para casa. Hospitalidade turca, cultura mediterrânica.
No fim do estagio que fez na Merck, a Zeynep nao quis voltar para a Turquia. Nunca falámos muito sobre os porquês desta decisao, mas desconfio que ela se imaginasse a sufocar na Turquia. Mas, tendo concluído o curso de química com o estágio curricular que fez na Merck, perdeu o estatuto de estudante que lhe dava o visto de residência na Alemanha e a possibilidade de ser estagiária. O que percebi até agora da embrulhada dos vistos:
- sendo estudante obtem-se visto de residência, que permite estudar e fazer estágios curriculares, mas nao trabalhar ou fazer estágios voluntários
- para trabalhar é preciso visto de trabalho. Isso é logo a primeira pergunta que um candidate (nao-EU) ouve. Ora, como é que se pode obter visto de trabalho??? Fácil: basta mostrar ao equivalente alemao do SEF um contrato de trabalho! Sim, aquele mesmo contrato de trabalho que nao se obtém sem visto de trabalho!
- a única maneira de quebrar este ciclo é encontrar um empregador que esteja disposto a contratar alguém ainda sem visto de trabalho. Fácil de imaginar, estas pessoas nao existem aos pontapés. Porquê contratar alguém sem visto quando há 10 outros com visto a concorrer ao mesmo lugar?
A Zeynep, turca e com um alemao mal arranhado de 6 meses na Alemanha, cedo percebeu que as hipóteses de encontrar esse empregador dos seus sonhos eram muito reduzidas. Entao, escolheu a primeira hipótese: visto de estudante. Fez quase durante 1 ano de curso intensivo de alemao no Goethe Institut em Frankfurt. Depois deste ano, já a falar alemao, decidiu fazer um MBA (sempre lhe interessou mais marketing ou gestao que química). Aqui, outro pau de dois bicos: para o MBA académico, uma licenciatura em química nao preenche os pré-requisitos; para o executive MBA, a Zeynep é nova demais e falta-lhe experiência professional. Além disto, um pré-requisito do executive MBA é que a pessoa trabalhe (outro bico: três). Mas a Zeynep nao se deixa atrapalhar. Consegue um lugar de trabalhadora-estudante na Merck (muito bem pagos), com o qual resolve o problema do visto de trabalho. Este emprego é suficiente para o MBA que comecou este ano lectivo e que lhe deixa muito pouco tempo: aulas a noite e ao sábado de manha. Além disto ainda dá explicacoes de ingles, matemática e química. No trabalho já lhe prometeram novo contrato para quando acabar o MBA.
A Zeynep nao podia andar mais contente, quando sente que pouco a pouco vai encontrando o seu lugar no sítio que ela escolheu para viver mas onde nunca lhe facilitaram a vida. Admiro muito a Zeynep, que nunca cruzou os bracos em frente a uma porta fechada e que muitas vezes, as portas que precisou, abriu-as ela mesma!
28.11.07
O Joao do blog
Marrocos
Quando se percebe que a maior parte das pessoas que falam connosco na rua nao estao a tentar vender ou roubar, é que se comeca a absorver Marrocos com todos os sentidos:
...com os olhos as cores fortes da terra, do céu, dos bazares, dos azulejos, os picos do Atlas cobertos de neve na linha do horizonte
...com o nariz a hortela pimenta, que cheira no meio da rua ao pé dos vendedores e deliciosamente tambem antes de beber o cha, e um cheiro que nao sei de que era mas que me fez lembrar alheiras doces... um daqueles cheiros intemporais que tenho guardados e que, quando activado, me transporta para casa
...com a boca, e depois de 2 semanas a purés variados, foi a orgia total. O melhor: os panachés (sumos de fruta variados com ou sem leite), melhor de todos foi o de abacate, divinal
...com os ouvidos os chamamentos das mesquitas, dos quais o melhor o da alvorada (por volta das 5h) ouvido naquele limbo chamado modorra entre o sono e o despertar, os silencios dentro dos riads, casas marroquinas viradas para dentro e para um pateo interior (como um claustro)
...com o tacto a pele macia depois do Hammam que fizemos em que uma marroquina dos seus 50 anos, que nao falava mais frances do que eu arabe, nos esfregou dos pés a cabeca como uma mae
Tudo isto foi mesmo maravilhoso, honestamente, so depois do choque cultural ter passado. Dois loiros vindos do norte da Europa aterrados na Medina de Marraqueche nem sempre sabem as quantas andam ou até se sera boa ideia tirar o guia da mochila. A minha loirice é geograficamente dependente mas, em Marrocos eu sou, definitivamente, loira. So me lembrava de "nao olhes para todo o lado, faz de conta que és daqui". Na Alemanha ninguém se fala no meio da rua e em Portugal, tirando Monchite, tenho impressao que ainda menos. Estamos todos ocupados a dar-nos ares. No primeiro dia nao sabiamos mesmo como reagir as pessoas que metem conversa no meio da rua, por medo. No fim nao queriamos vir embora e deixar aquelas pessoas abertas, sinceras e conversadoras e muito menos os miudos do sorriso:
- Bonjour Madame, ça va?
- Bonjour! ça va, et toi?
(Sorriso)
So queria contar mais uma coisinha, que isto ja vai longo. Numa das deambulaçoes meio conscientes meio perdidas passamos a frente de uma escola em pleno fim das aulas da manha. Os miudos sairam a correr e atacaram, literalmente, os vendedores de doces em frente a escola. Olhamos um para o outro a rir e dissémos: - Isto é igual em todo o mundo!
Viva a Y!!
27.11.07
22.11.07
20.11.07
OBRIGADA PEDRO
Pena que nao estejas ca para a partilha, Pedro! Muito muito obrigada!
Esta noite acho que vou ter mais sonhos bons!!!!
Sonho bom
Acordei-me a mim e ao Francois a rir a gargalhada. Acho que me ria da maneira como as pessoas se comportavam mas tambem me ria de felicidade por todas estas travessas cheias de esparguete. Ria de prazer, ria de luxuria!
Ha uma semana que so como puré (de batata, de cenoura, de banana, de maca) e nao me perguntem porque mas sonho (até acordada) com esparguete!
Nao tenho aparecido
E possivel que a qualidade ortografica dos textos tenda a piorar porque o meu querido computador foi substituido pelo do François que, como seria de esperar, tem um teclado frances... e um teclado frances é das piores coisas que vos pode aparecer pela frente!
15.11.07
Primeira neve
Ainda e pouquinha... mas e benvinda! Mal posso esperar por acordarmos no Mundo do Silêncio. O Mundo do Silêncio aparece quando ha um manto grosso o suficiente aue abafa todos os sons. E mesmo como estar num mundo novo. Por agora ainda nao esta frio suficiente (estao 5 a 10° gurante o dia) e hoje fez sol.
7.11.07
La Réconciliation (Rojzman)
6.11.07
Reality-TV em Alemao ou a Aprendizagem da Tolerância

Parece que ganhou a família quatro. Eu estava pelos africanos (ou pelos palestinianos). Teria a maior dificuldade em suportar (ou encontrar afinidades) com a família dos caes.
A descricao “poetic horror film” é a que lhe assenta melhor. As imagens e a história sao, de facto poéticas. E, ao mesmo tempo, surreais, macabras, altamente perturbadoras. O realizador, Terry Gilliam acredita que algumas pessoas vao adorar o filme, outras vao detestar e outras nao vao saber o que pensar dele. Uma coisa é certa, é difícil ficar indiferente. As histórias e as personagens nao se esquecem.Eu tenho uma memória fraca (ou melhor, selectiva?) e sei que quando uma história fica tanto tempo, ou quando me continuo a preocupar com as personagens tanto tempo depois… quase como se tivesse saudades delas… é bom sinal! Quando acabei de ver Tideland, achei-o horrível. Agora, acho-o poético, lindo.
5.11.07
Instintos Maternais
Este fim-de-semana pegámos numa garrafa de champanhe e numa outra (ainda melhor) de Conde d'Ervideira 2002 (a ocasiao pedia!) e fomos conhecê-lo!
Se disser que passei o fim-de-semana com o Mathis ao colo, talvez nao exagere! Cresci rodeada de bébés, mas há muito tempo que nao tinha um nos bracos... É indiscritível. O cheiro, o olhar curioso (como quem descobre o mundo!), as palmadinhas para acalmar...
1.11.07
Alice Geirinhas
Arte feminina, arte fecunda. Alice Geirinhas é muito humana.Em que me faz pensar: em Frida Kahlo, em Marjane Satrapi, na avó de Marjane Satrapi, em Niki de St. Phalle.
31.10.07
29.10.07
23.10.07
Descobri a Cristina Krippahl e gostei logo dela
Gostei de ler o que ela pensa.
É verdade, e às vezes esquecemo-nos, que os emigrantes portugueses sao uma realidade muito mais complexa do que aquele estereótipo do "emigra". E é interessante descobrir, por exemplo, que "as remessas que os emigrantes enviaram em 2005 (dois mil milhões de euros) superaram os fundos postos à disposição pela União Europeia (1,4 mil milhões)". Leiam mais aqui.
Enfadonho
18.10.07
"Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen" Heinrich Heine
Voltando ao Heinrich Heine. A frase é eloquente e arrepiantemente profética:
"Onde se queimam livros, queimar-se-ao, um dia, homens."
E em Berlim, na praca da Universidade, esta frase tornou-se um memorial pelos livros queimados no advento da segunda guerra mundial. Livros de judeus e nao só. Livros dos, chamados, "degenerados", entre os quais Heinrich Heine, Thomas Mann, Karl Marx, mas também Einstein e Freud.
E a frase é o mote para um monumento discreto mas forte. Um cubo escavado no chao, quatro paredes brancas, luz branca, prateleiras brancas. Prateleiras vazias. Uma biblioteca vazia.
Quando lá estive uma mae ao meu lado explicava a uma filha o significado. Arrepiante. É muito difícil de perceber a história da Europa do século XX e principalmente o papel da Alemanha. É-o para todos a comecar pelos alemaes, que comecam agora a levantar o tapete... Para mim, este discreto monumento mostra bem a profundidade de Berlim. Nem falando agora da cena artística europeia, Berlim tem uma profundidade a que é impossível ficar indiferente e que vem de ter sido um dos palcos da História da Europa do século XX. E essa profundidade respira-se em cada esquina.
7.10.07
4.10.07
lesson to self
Troubleshooting para electroforese capilar
NUTELLA
2.10.07
Declaraçao de guerra
Quando as vejo, dou o meu grito de guerra que significa "ou vens cá já tratar disto, ou vai haver um ser da Natureza morto sem piedade (diga-se, à vassourada) nos próximos segundos". Ele salva-as de mim e devolve-as à noite, dizendo que nao merecem morrer.
Mas hoje descobri que o meu casaco preferido, aquele que comprei numa loja caríssima nos saldos, lhes serviu de manjar.
Isto é uma provocaçao directa.
A partir de hoje, nao vai haver mais piedade.
28.9.07
reflexao de sexta à tarde
Foi assim com a universidade: por mais que eu perguntasse a quem encontrava no caminho como era, só percebi quando já lá estava dentro. As profissoes é a mesma coisa: até se pode ir visitar um amigo/primo/irmao ao trabalho para ver se se gosta da profissao dele. Mas dessa visita nao se volta esclarecido. Aquilo que nos faz gostar ou nao do que fazemos é uma essência invisível, indemonstrável e (até) inexplicável. Sente-se na barriga.
O medo do desconhecido é humano e por isso voltei a perguntar a quem encontrei no caminho. Mas voltou a nao servir de nada. Agora comeco a perceber o que significa ser doutoranda:
é estar sozinha,
é criar pontes para outros que também estao sozinhos,
é, mesmo com as pontes, continuar sozinha,
é ter demasiadas incertezas,
é sentir ansiedade,
é ser a última a ir para casa.
E é nao dar pelo tempo passar,
é sentir a tal essência invisível na barriga,
é ter demasiadas coisas ao mesmo tempo na cabeca que se comportam como criancas numa festa de criancas,
é comecar a domar as criancas uma de cada vez, enquanto as outras continuam aos pulos,
é ser livre, e pensar que me devia esta aventura a mim!
Em alta
ouvi dizer que tu és a expert em excel...
Hum... diz lá o que era?
Ah, queria passar uma sequência de aminoácidos de-uma-sócélulaparacélblablabla...
(cocei a cabeca)
Hoje, 1 mês depois, o Axel mostrou-me o resultado: ele computou um simulador de digestoes de proteinas inteirinho em excel! Está pesadao, mas funciona e é uma ferramenta que me vai dar um jeitao.
É verdade que o excel tem um potencial incrível, mas há coisas que deixam de fazer sentido, pela quantidade de trabalho, pelo peso do ficheiro e pela facilidade com que os erros passam despercebidos. Uma vez contei ao Christian que trabalho com excel. Ele olhou para mim como quem olha para uma espécie inferior: ahh... és da malta do clic-clic....
(Entusiasmada por esta onda excel-geek, decidi desenferrujar. O que saiu é um simulador de curvas de titulacao de péptidos.)
Esta semana correu super bem e acabou melhor! Já tenho uma boa base bibliográfica e muitas ideias para comecar. Preciso de sistematizar, organizar a informacao numa estratégia coerente, antes de comecar com o trabalho prático.
Tao saboroso
Pela mao do Pedro, mesmo sem ele saber, conheci o universo da Calie, a Calie que diz e faz.
25.9.07
17.9.07
Ainda Satrapi, "Poulet aux Prunes"
15.9.07
Embroideries
Que bom receber de volta o "Embroideries", que tinha emprestado à Ana, com uma cartinha deliciosa lá dentro, da Ana, a dizer o quanto gostou do livro e como o devorou!
O livro é uma BD da Marjane Satrapi, iraniana a viver em França, conhecida pelo Persepolis (genial), outra BD da qual agora fizeram um filme (que eu ainda nao vi!). O "Embroideries" é lindo por ser um retrato despretensioso e descomplexado das mulheres no Irão. Passa-se à volta de copos de chá e como diz a Joana Amaral Dias, "No chá em Teerão, as mulheres de Satrapi tiram o véu e têm conversas de fazer corar qualquer personagem do Sexo na Cidade. Tudo isto enquanto os homens fazem a sesta, claro." No cinco dias também tem uma sequência do livro que vale a pena não perder! ; )
Já agora, os Lobos portaram-se muito bem! Vimos o jogo num irish pub ao lado de uma au-pair neo-zelandesa.
12.9.07
Crumble

Com as maçãs do quintal, tenho feito uma média de 1 Crumble / semana.
Quem quiser a receita, que pergunte aqui ao lado.
Os Lobos
Orgulhemo-nos deles!
Pós-presidencial
O Bush, quando lhe perguntaram o que ía fazer depois de ser presidente, respondeu que ía ganhar dinheiro a fazer discursos... "Sim, ganha-se bom dinheiro com os discursos, o meu pai nao se safa nada mal... e é isso que eu vou fazer, uns discursozecos aqui e ali"
7.9.07
VIVAAAAA!!!!!!!
O Francois recebeu o prémio anual do ministério do ambiente para a pesquisa em áreas de proteccao dos animais!!! Mereceu-o por ter desenvolvido um método in vitro para a deteccao de substancias teratogénicas, o que é mais um pequeno passo na reducao dos testes em animais. Dia 18 lá vai a família couscous conhecer o Sô Ministro!!!!!
Os futuros medicamentos sao testados primeiro em células e depois em animais mais ou menos “simples”, antes de serem feitos os chamados testes clínicos. O objectivo dos testes em animais é imitar o que se passaria no homem, mas os testes em animais também nao sao desejados. Por razoes de ética e, também, económicas. Assim, tentam desenvolver-se testes in vitro que dêem tanto quanto possível resultados comparáveis com os testes in vivo. O Francois desenvolveu um método em que usa embrioes de peixes para detectar compostos que possam ter efeitos no desenvolvimento embrionário (teratogénicos), ou seja, compostos que as grávidas nao podem tomar. E teve bons resultados com uma das substâncias “difícies” em toxicologia, isto é, uma substância que escapa à maior parte dos testes indicadores de teratogenicidade.




